quarta-feira, 31 de março de 2010

Vereadores de Londrina podem proibir venda de pulseiras de silicone


A suspeita de que uma menor tenha sido estuprada por causa disso fez com que os vereadores de Londrina elaborassem um projeto de lei que pode proibir a venda das pulseiras na cidade.

Coloridas, elas estão no braço de quase todos eles, meninos e meninas. Mas a mania colorida importada da Europa esconde outros significados. É um jogo e pelas regras, quem romper a pulseira do colega passa a ter direito a um beijo, um abraço, uma carícia e a sexo. Tudo depende da cor.

Em Londrina, a brincadeira virou caso de polícia depois que uma menina, de 13 anos, foi violentada por quatro jovens.

“A pulseira foi arrebentada, segundo a vítima, por eles e aí começaram ‘ah vai ter que pagar’. Em que pese eles não tenham se utilizado de armas para ameaçá-la, ela disse que se sentiu constrangida e acabou acompanhando os rapazes até a casa de um deles”, esclarece William Soares, delegado.

A repercussão do caso provocou reações na cidade, que já pensa em proibir a venda das pulseiras para evitar novos problemas envolvendo os adolescentes.

Os vereadores querem que a proibição vire lei. O assunto já foi discutido na Câmara. Alguns colégios da cidade já barraram o acessório. Em um, onde estudam 500 alunos, o diretor tomou a decisão a pedido de uma mãe.

"Essas crianças, elas voltam para casa ou vem para escola sozinhas. A nossa preocupação é que no meio do caminho alguém possa mexer com nossos adolescentes”, diz Adão Nunes, diretor.

A Promotora da Infância e da Juventude recomenda aos diretores que reforcem as orientações. “As crianças estão entrando neste jogo, que é um jogo sexual, sem ter noção das consequências”, fala Edna de Paula.

terça-feira, 30 de março de 2010

" O mentor da educação para a consciência "

O mais célebre educador brasileiro, autor da pedagogia do oprimido, defendia como objetivo da escola ensinar o aluno a "ler o mundo" para poder transformá-lo Conhecido principalmente pelo método de alfabetização de adultos que leva seu nome, ele desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político. Para Freire, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno. Isso significa, em relação às parcelas desfavorecidas da sociedade, levá-las a entender sua situação de oprimidas e agir em favor da própria libertação. O principal livro de Freire se intitula justamente Pedagogia do Oprimido e os conceitos nele contidos baseiam boa parte do conjunto de sua obra.

Ao propor uma prática de sala de aula que pudesse desenvolver a criticidade dos alunos, Freire condenava o ensino oferecido pela ampla maioria das escolas (isto é, as "escolas burguesas"), que ele qualificou de educação bancária. Nela, segundo Freire, o professor age como quem deposita conhecimento num aluno apenas receptivo, dócil. Em outras palavras, o saber é visto como uma doação dos que se julgam seus detentores. Trata-se, para Freire, de uma escola alienante, mas não menos ideologizada do que a que ele propunha para despertar a consciência dos oprimidos. "Sua tônica fundamentalmente reside em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade", escreveu o educador. Ele dizia que, enquanto a escola conservadora procura acomodar os alunos ao mundo existente, a educação que defendia tinha a intenção de inquietá-los.

Biografia

Paulo Freire nasceu em 1921 em Recife, numa família de classe média. Com o agravamento da crise econômica mundial iniciada em 1929 e a morte de seu pai, quando tinha 13 anos, Freire passou a enfrentar dificuldades econômicas. Formou-se em direito, mas não seguiu carreira, encaminhando a vida profissional para o magistério. Suas idéias pedagógicas se formaram da observação da cultura dos alunos – em particular o uso da linguagem – e do papel elitista da escola. Em 1963, em Angicos (RN), chefiou um programa que alfabetizou 300 pessoas em um mês. No ano seguinte, o golpe militar o surpreendeu em Brasília, onde coordenava o Plano Nacional de Alfabetização do presidente João Goulart. Freire passou 70 dias na prisão antes de se exilar. Em 1968, no Chile, escreveu seu livro mais conhecido, Pedagogia do Oprimido. Também deu aulas nos Estados Unidos e na Suíça e organizou planos de alfabetização em países africanos. Com a anistia, em 1979, voltou ao Brasil, integrando-se à vida universitária. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores e, entre 1989 e 1991, foi secretário municipal de Educação de São Paulo. Freire foi casado duas vezes e teve cinco filhos. Foi nomeado doutor honoris causa de 28 universidades em vários países e teve obras traduzidas em mais de 20 idiomas. Morreu em 1997, de enfarte.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Honrar pai e mãe


Honrar pai e mãe
Por Lya Luft

"Pais bonzinhos são tão danosos quanto pais
indiferentes: o amor não se compra com presentes,
nem fingindo não saber, desviando o olhar quando
ele devia estar vigilante"

Se as relações familiares não fossem intrinsecamente complicadas, não existiria o mandamento "Honrarás pai e mãe". Comentário de grande sabedoria. Assunto inesgotável. Como educar, como cuidar neste mundo maravilhoso e tresloucado, com tanta sedução e tanta informação – um mundo no qual, sobretudo na juventude, nem sempre há o necessário discernimento para escolher bem?

Saber distinguir o melhor do pior, ser capaz de observar e argumentar, são o melhor legado que família e escola podem dar. Na família, fica abaixo só do afeto e da segurança emocional. Na escola, importa mais do que o acúmulo de informações e o espaço das brincadeiras, num sistema que aprendeu erroneamente que se deve ensinar como se o aluno não tivesse de aprender. Fora disso, meus caros, não há salvação. Isso e professores supervalorizados e bem pagos, escola para todos – não mais milhões de crianças e jovens em casas cujo pátio é barro misturado a esgoto, ou na rua, com o crack e a prostituição. Um ensino que dê muito e exija bastante: ou caímos na farra e no despreparo para a vida, que inclui graves decisões pessoais e um mercado de trabalho cruel.

Bem antes da escola vem o fundamental, o ambiente em casa, que marca o indivíduo pelo resto de sua jornada. Se esse ambiente for positivo, amoroso, a criança acreditará que amor e harmonia são possíveis, que ela pode ter e construir isso, e fará nesse sentido suas futuras escolhas pessoais. Se o clima for de ressentimento, frieza, mágoas ocultas e desejos negativos, o chão por onde o indivíduo vai caminhar será esburacado. Mais irá tropeçar, mais irá quebrar a cara e escolher para si mesmo o pior.

Dificuldades familiares não têm a ver só com o natural conflito de gerações, mas também com a atitude geral dos pais. Eles têm entre si uma relação de lealdade, carinho, alegria? São realmente interessados, tentam assumir suas responsabilidades grandes e difíceis? Foi-se o patriarcado, em que havia regras rígidas. Eu não quereria estar na pele dos infratores de então, os filhos que ousavam discordar. Em lugar da anterior rigidez e distância, estabeleceu-se a alegre bagunça, com mais demonstrações de afeto, mais liberdade, mais respeito pelas individualidades – muitas vezes com resultados dramáticos. Lembro a frase que já escrevi nesta coluna, do psicólogo que me revelou: "A maior parte dos jovens perturbados que atendo não tem em casa pai e mãe, tem um gatão e uma gatinha". Talvez tenham uma mãe que não troca cabeleireiro e academia por horas de afeto com os filhos, ou um pai que corre atrás do dinheiro necessário para manter a família acima de suas possibilidades, por ilusão sua ou desejo de status de uma mulher frívola.

Crianças de 11 anos freqüentam festinhas em que rola o inenarrável: onde estão pai e mãe? Adolescentezinhos rodam de madrugada pelas ruas, dirigindo bêbados ou drogados: onde estão pai e mãe? Quase crianças passam fins de semana em casas de serra e praia reais ou fictícios, com adultos irresponsáveis ou só entre outras crianças, transando precocemente, drogando-se, engravidando, semeando infelicidade, culpa, desorientação pela vida afora. Onde estão os pais?

Ter filho é talvez a maior fonte de alegria, mas também é ser responsável, ah sim! Nisso sou rigorosa e pouco simpática, eu sei. Esse é o dilema fundamental numa sociedade que prega a liberalidade, o "divirta-se", o "cada um na sua", como num pré-apocalipse. Mais grave ainda num momento em que a honradez de figuras públicas (que deveriam ser nossos guias e modelos) é quase uma extravagância. Pais bonzinhos são tão danosos quanto pais indiferentes: o amor não se compra com presentes, nem permitindo tudo, nem fingindo não saber ou não querendo saber, muito menos desviando o olhar quando ele devia estar vigilante. Quem ama cuida: velho princípio inegável, incontornável e imortal, tantas vezes violado.

Lya Luft é escritora

LA VACA ESTUDIOSA


Había una vez una vaca

en la Quebrada de Humahuaca.



Como era muy vieja muy vieja

estaba sorda de una oreja.



Y a pesar de que ya era abuela

un día quiso ir a la escuela.



Se puso unos zapatos rojos,

guantes de tul y un par de anteojos.



La vio la maestra asustada

y dijo: — Estás equivocada.



Y la vaca le respondió:

— ¿Por qué no puedo estudiar yo?



La vaca, vestida de blanco,

se acomodo en el primer banco.



Los chicos tirábamos tiza

y nos moríamos de risa.



La gente se fue muy curiosa

a ver a la vaca estudiosa.



La gente llegaba en camiones,

en bicicletas y en aviones.



Y como el bochinche aumentaba,

en la escuela nadie estudiaba.



La vaca, de pie en un rincón,

rumiaba sola la lección.



Un día, toditos los chicos

nos convertimos en borricos.



Y en ese lugar de Humahuaca

la única sabía fue Ia vaca.





(El Reino del Revés)


Maria Helena Walsh (Argentina)

Mentes brilhantes

No supermercado, Tânia fala para sua mãe parar de colocar mercadorias no carrinho, pois já havia atingido o limite de R$ 50,00, tudo o que tinham para gastar. Com apenas 4 anos, a menina havia calculado o total gasto até aquele momento! Frequentadora de uma creche de baixa renda, ela aprendeu a contar e somar sozinha. Paulo tem 5 anos, é um menino alegre e comunicativo. Ele lê, escreve, canta e desenha, além de ter uma memória prodigiosa. Seus desenhos são excelentes para um garoto da sua idade. Pequenina e tímida, Vitória aprendeu a ler com 2 anos, quando passou a receber também aulas de inglês. Hoje, com 4 anos, ela já se debruça na leitura da mitologia grega.
Os três são superdotados. Mas como descobrir quando uma criança é superdotada (ou portadora de altas habilidades como preferem dizer os especialistas)? Isso depende do conceito que se tem de superdotação. Até pouco tempo, a ideia que se tinha do superdotado remetia à imagem do garoto franzino, que era o primeiro da classe, craque em Química, Matemática ou Física.

Hoje a noção mais aceita é de que os superdotados são aquelas pessoas que têm os três traços: habilidade acima da média, criatividade e envolvimento com a tarefa. As habilidades podem ser em diversas áreas do conhecimento, como dança, construção civil, filosofia, desenho, escultura, esportes, literatura, ciências, trabalhos manuais, fotografia... ou habilidades gerais como memória, processamento de informação, vocabulário. "O envolvimento é a dedicação que o sujeito deposita em sua área de interesse, perseverança, dedicação, foco e motivação. A criatividade está ligada ao pensamento inovador, à flexibilidade e novas formas de perceber as mesmas coisas", explica a psicóloga Nara Joyce Wellausen Vieira, da Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Portadores de Altas Habilidades.
O mito de que a inteligência era uma coisa única, compacta, ruiu há muito tempo, graças aos estudos do psicólogo americano Howard Gardner, da Universidade Harvard, que mapeou as inteligências antes tidas apenas como aptidões. Ele sustenta que há oito tipos diferentes de inteligência e não apenas aquele bloco de saber lógico que se julgava no passado ser a mais sublime expressão do intelecto. São elas a verbal, a musical, a matemática, a espacial, a corporal, a naturalista (a capacidade de compreender os fenômenos naturais), a intrapessoal (o autoconhecimento) e a interpessoal (a habilidade de interpretar as intenções alheias e exercer a liderança). Se Gardner estiver certo, é possível que existam mais talentos do que poderíamos supor. Ao invés dos 1% a 3% de pessoas superdotadas, proposto pela Organização Mundial de Saúde, o índice pode saltar para 15%, levando em conta as habilidades artísticas, criativas, de liderança ou de esportes.

Outro pesquisador que deu um passo adiante na compreensão do que se considera um comportamento inteligente foi o psicólogo americano Joseph Renzulli, do Centro Nacional de Pesquisa sobre o Superdotado e Talentoso da Universidade de Connecticut. Ao afirmar que o superdotado era uma mistura de talento, criatividade e dedicação obstinada, ele subverteu a visão antiga do Ocidente sobre os pequenos iluminados. "Tanto Gardner quanto Renzulli entendem que a inteligência não é um conceito fechado. Eles acreditam que as pessoas superdotadas têm diferentes perfis, que nem sempre condizem com a imagem do superdotado padrão, que é intelectual destacado", ressalta Nara.

" O relógio "

O Relógio
Vinicius de Moraes
♫ Ouça a música

Passa, tempo, tic-tac
Tic-tac, passa, hora
Chega logo, tic-tac
Tic-tac, e vai-te embora
Passa, tempo
Bem depressa
Não atrasa
Não demora
Que já estou
Muito cansado
Já perdi
Toda a alegria
De fazer
Meu tic-tac
Dia e noite
Noite e dia
Tic-tac
Tic-tac
Dia e noite
Noite e dia

Crianças de seis anos devem ser reprovadas?


http://bit.ly/byOkax

Crianças de seis anos têm sido reprovadas no País, depois que essa faixa etária passou a integrar o ensino fundamental. Em 2008, 79,3 mil alunos do novo primeiro ano da educação fundamental não passaram de ano, conforme dados inéditos do MEC. O número representa 3,5% das matrículas dessa série.

Até 2005, o antigo primário começava aos sete anos. Uma lei daquele ano antecipou o início para os seis anos, para garantir mais anos de estudo para alunos pobres, que não tinham acesso à pré-escola. A transição terminou agora em 2010.

O Ministério da Educação quer vetar a reprovação de crianças de seis anos, pois entende que o novo primeiro ano é apenas um início de alfabetização. O temor, diz o MEC, é prejudicar uma criança tão jovem por toda a vida escolar (pesquisas mostram que reprovação pode acarretar notas baixas e abandono).

terça-feira, 23 de março de 2010

As borboletas

Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas.

Borboletas brancas
São alegres e francas.

Borboletas azuis
Gostam muito de luz.

As amarelinhas
São tão bonitinhas!

E as pretas, então...
Oh, que escuridão!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Educação Bilíngue

(extraído do site da Escola Internacional em 16/03/2010)

A rápida expansão da Educação Bilíngue , não apenas no Brasil, mas em todo o mundo vem comprovando a importância do domínio de mais de um idioma na formação da criança.A complexa rede de comunicação multicultural e multilingual no século XXI, da qual a criança de hoje, logo ao nascer, já faz parte, requer uma visão polidirecionada nas dimensões econômica, social, cultural e linguísitica, além fronteiras.
No Brasil, mais precisamente, são vários os modelos de programas bilíngües nas escolas, com predominância das línguas portuguesa e inglesa e, desde a Educação Infantil, aproximadamente aos dois anos, a criança já está exposta às duas línguas e suas especificidades, com aulas muito dinâmicas e criativas. De modo geral, podemos afirmar que o principal objetivo deste tipo de proposta seja a de uma educação ampla para a construção de um mundo de maior equidade, tolerância, justiça e solidariedade. Neste curso, em que se destaca a responsabilidade, a interdependência e autonomia, a língua franca tem a função de promover a confiança ativa entre os povos, criada pelo diálogo.
Na escola bilíngue, a criança tem acesso à contextos culturais divergentes em ambiente lúdico, através de músicas, brincadeiras infantis, jogos, festividades. O próprio material didático, em geral rico em imagens e informações, apresenta situações muito diferentes daquelas que fazem parte da cultura da língua materna.
Tamanha diversidade numa sala de aula bilíngue é, no mínimo muito estimulante e divertida e vem despertando grande interesse em pesquisadores do assunto devido a seus aspectos positivos no desenvolvimento da criança ou seja, na medida que a criança alterna dois sistemas de regras diferentes seu pensamento se torna mais complexo e sofisticado. O resultado e´um maior controle cognitivo no processamento da informação, melhor reconstrução verbal formal das percepções, originalidade verbal, melhor articulação de palavras, e maior sensibilidade às regras, maior facilidade para reconhecimento e adaptação às diferenças, além de maior integração em equipes, capacidades de criar, inovar e reorganizar informações.
Há quem afirme que a Educação Bilíngue será a única forma de educar no século XXI para que de fato possa-se estabelecer entre os povos uma verdadeira ética de responsabilidade universal. Além disso, penso haver neste contexto escolar bilíngue tamanha riqueza e dinamismo que será difícil resistirmos a ele e não reconhecermos seus benefícios para o desenvolvimento da inteligência da criança .
Norma Viscardi
Diretora Pedagógica da Escola Internacional de Alphaville
Mestre em Lingüística Aplicada/Unicamp
Psicopedagoga/PUC
Tradutora e Intérprete - ALUMNI

Novos conceitos

Dia Internacional da Água

Na comemoração do Dia Internacional da água, seria muito interessante rever conceitos de economia de água, e nada mais interessante do que o site do Menino Maluquinho.

Acessem: http://meninomaluquinho.educacional.com.br/PaginaExtra/default.asp?id=2253

Não economize a água só hoje, pratique isso no seu dia-a-dia e ajude as pessoas ao seu redor participarem disso com você.

Este é o dia internacional da água, essencial para a vida na Terra



O dia 22 de março foi dedicado pela Organização das Nações Unidas à água, na Rio 92 - conferência sobre o meio ambiente que o Brasil sediou.

A água representa 70% da superfície do planeta. Só 2,5% desse total é de água doce - aquela adequada para o consumo do homem. É bom lembrar que a água doce não serve só para beber. Ela também é usada na higiene, na limpeza, na indústria e, principalmente, na agricultura. No século 20, a população da Terra triplicou e o consumo de água doce aumentou seis vezes.

Resíduos químicos e dejetos
Da água doce disponível, boa parte é poluída pelos resíduos químicos das indústrias nos países desenvolvidos e, nos países pobres, a falta de esgotos gera a contaminação pelos dejetos humanos.

Um estudo das Nações Unidas, realizado em 2000, chegou à conclusão de que, em 2020, 45% da população do planeta podem ficar sem água doce. A questão afeta mais diretamente os habitantes da Ásia e da África.

O Brasil tem 16% da água doce do planeta. Só existe um porém: a distribuição desses recursos hídricos no território nacional. Enquanto 68% da água do país está na região Norte, a grande maioria da população brasileira se concentra em outras regiões, como o Sudeste, que conta somente com 6% de nossas reservas de água.

Economia e reaproveitamento
A água doce pode ser reciclada: é possível tratar a água dos esgotos ou aquela utilizada pela indústria. No Arizona, por exemplo, um Estado norte-americano formado por terras áridas, 80% das águas dos esgotos já são reaproveitadas. Extrair o sal da água do mar e torná-la adequada para a agricultura também é possível.

Uma pesquisa da ANA (Agência Nacional da Água) revela que cada brasileiro usa, todo dia, pelo menos 200 litros de água. Segundo a Organização das Nações Unidas, 110 litros/dia são suficientes para atender as necessidades de consumo e higiene de uma pessoa.

Reduzir o desperdício e ajudar o mundo a driblar a escassez também dependem de pequenos gestos, como fechar a torneira enquanto usamos a escova de dentes ou nos ensaboamos no banho. Você sabia que 15 minutos com o chuveiro ligado significa jogar fora 242 litros de água pura?

Antonio Carlos Olivieri*
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

O Camelo

Uma mãe e um bebê, camelos, estavam por ali, à toa, quando de repente o bebê camelo perguntou:
- Mãe, mãe, posso te perguntar umas coisas?
- Claro! O que está incomodando o meu filhote?
- Por que os camelos têm corcovas?
- Bem, meu filhinho, somos animais do deserto, precisamos das corcovas para reservar água e por isso mesmo somos conhecidos por sobreviver sem água.
- Certo, e por que nossas pernas são longas e nossas patas arredondadas?
- Filho, certamente elas são assim para permitir caminhar no deserto.
Sabe, com essas pernas eu posso me movimentar pelo deserto melhor do que qualquer um! Disse a mãe, toda orgulhosa.
- Certo! Então, por que nossos cílios são tão longos? De vez em quando eles atrapalham minha visão.
- Meu filho! Esses cílios longos e grossos são como uma capa protetora para os olhos. Eles ajudam na proteção dos seus olhos quando atingidos pela areia e pelo vento do deserto! Respondeu a mãe com orgulho nos olhos..
- Tá. A corcova é para armazenar água enquanto cruzamos o deserto, as pernas para caminhar através do deserto e os cílios são para proteger meus olhos do deserto. Então, o que é que estamos fazendo aqui no Zoológico???


Moral da história:

"Habilidade, conhecimento, capacidade e experiências, só são úteis se você estiver no lugar certo!"

(Onde você está agora?)




"Educar é crescer. E crescer é viver. Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra". (Anísio Teixeira)

“Caminhos do cuidar e educar da infância à adolescência em direção à cultura de paz”

1º Simpósio do Grupo de Estudo em Puericultura

23 a 25 de setembro 2010 - UNIFESP

Evento promovido pela Unifesp debaterá, em São Paulo, o tema “Caminhos do cuidar e educar da infância à adolescência em direção à cultura de paz”





De 23/9/2010 a 25/9/2010 - Agência FAPESP – O 1º Simpósio do Grupo de Estudo em Puericultura da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) será realizado entre os dias 23 e 25 de setembro, na capital paulista.

Com o tema central “Caminhos do cuidar e educar da infância à adolescência em direção à cultura de paz”, segundo os organizadores o evento terá o objetivo de “discutir os itinerários da saúde e da educação em relação à infância e à adolescência, buscando promover trocas de experiência entre os diferentes profissionais no âmbito da puericultura em uma perspectiva preventiva”.

A programação do evento inclui uma série de conferências com temas como “Caminhos para a Paz”, “Perspectiva histórica do cuidado na atenção básica à criança e adolescente”, “Conhecendo a criança: base para uma intervenção humanizada”, “Interface das Políticas Publicas: Saúde e Educação” e “Ser criança na família e na escola”.

As mesas-redondas debaterão temas como “Intervenções desenvolvidas em direção à cultura de paz”, “Inovações em saúde na atenção básica”, “O ensino da Puericultura nos cursos de graduação”, “Subsídios aos profissionais para o cuidar e educar” e “Visão interdisciplinar: O que é necessário para cuidar e educar na escola de educação infantil e no ensino fundamental”.

Serão ainda discutidos, em relação à infância e à adolescência, tópicos específicos como “Deficiências visual e auditiva”, “Dislexia”, “Enurese” e “Hiperatividade”.

Mais informações: http://proex.epm.br

Assine o boletim da Agência FAPESP (GRATUITO).

FAPESP - Rua Pio XI, 1500 - Alto da Lapa - CEP 05468-901 - São Paulo/SP - Brasil
Tel: (+55) 11 3838 4000 Fax: (+55) 11 3838 4177 - agencia@fapesp.br

quinta-feira, 18 de março de 2010

Professor arremessa apagador contra aluna no RJ

São Paulo - O professor de geografia Marcelo de Souza Leite, de 43 anos, é acusado de lançar um apagador contra o rosto de uma aluna de 11 anos na Escola Municipal Cuba, na Ilha do Governador (RJ). O incidente aconteceu ontem de manhã durante a aula.
Ontem mesmo professor e aluna prestaram depoimento na delegacia. Na ocasião, o professor disse que atirou o objeto em função da bagunça na sala de aula. A menina ficou com uma marca vermelha no rosto.

A Secretaria Municipal de Educação informou em nota que "considera inaceitáveis atitudes como esta". De acordo com o órgão, a Coordenadoria de Educação da região instaurou sindicância para apurar os fatos. Dentro de 60 dias, a Secretaria vai se manifestar sobre possíveis medidas cabíveis, que vão de uma advertência a demissão do professor.



Entrem também no site sobre o mesmo assunto e também tem um vídeo : http://bit.ly/d58RWX

Depois de ler opinem sobre esse acontecimento na enquete no lado esquero do blog. Obrigada!

É preciso investir mais para melhorar a Educação

Posição constrangedora do Brasil no ranking de Desenvolvimento da Educação evidencia uma questão inevitável: um maior investimento é necessário para melhorar a aprendizagem






O resultado foi mais um balde de água fria para quem trabalha com Educação. Em janeiro, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) divulgou o índice de desenvolvimento da Educação de 128 países. O Brasil aparece na incômoda 88ª posição, perto de Honduras (87ª), Equador (81ª) e Bolívia (79ª) - e longe dos nossos vizinhos Argentina (38ª), Uruguai (39ª) e Chile (51ª). Para chegar a esse resultado, a Unesco usou quatro indicadores. Em "atendimento universal", "taxa de analfabetismo" e "igualdade de acesso à escola entre meninos e meninas", até que estamos bem. Porém a chamada "taxa de sobrevivência" (alunos que ingressam no 1º ano e chegam ao 5º no prazo previsto) derruba o Brasil no ranking. A óbvia conclusão, confirmada por todos os testes de avaliação, é que o ensino brasileiro está longe de garantir a aprendizagem de todos os estudantes.

Alcançar a qualidade não é uma tarefa fácil. Requer tempo e ações integradas, da formação de professores à infraestrutura, da questão salarial à gestão escolar. E a nota boa não vem de graça: exige investimento - em uma quantidade bem maior que a atual. Não há país que tenha conseguido um salto sem seguir essa receita. O exemplo recorrente é o da Coreia do Sul. Para superar a desolação pós-Guerra da Coreia (1950-1953), o governo dedicou 10% do Produto Interno Bruto (PIB) à Educação... por uma década.

Educação, que reúne diversas organizações da sociedade civil, é necessário chegar a 8% do PIB. A proposta prevê ainda uma lógica diferente no aporte de recursos: em vez de dividir o orçamento disponível pelo total de alunos atendidos (valor que depende da arrecadação de impostos e, portanto, varia ano a ano), definir os recursos indispensáveis para garantir o sucesso escolar (uma referência estável que inclui o pagamento dos docentes, obras nas escolas etc.).

quarta-feira, 17 de março de 2010

O X da questão: incentivar a leitura é fundamental


Num país castigado pelo analfabetismo, projetos de incentivo à leitura são muito mais que bem-vindos: são fundamentais
Correr os olhos pelos livros dispostos numa prateleira, escolher um deles e dirigir-se à poltrona mais próxima, seja na biblioteca, na livraria ou na sala de casa. Melhor ainda: deixar-se escolher por uma obra literária. À medida que as páginas são viradas, o leitor se vê transportado para uma espécie de realidade paralela - um mundointeiramente novo, repleto de descobertas, encantamento e diversão. Pouco importa se quem lê é criança, jovem ou adulto. Menos ainda se o que está sendo lido é poesia, romance ou um livro de auto-ajuda. O que realmente interessa é a cumplicidade entre o leitor e a obra, alicerçada no prazer que só a leitura é capaz de proporcionar.

Ler por prazer é o X da questão. Há quem leia, por exemplo, apenas para se informar, dedicando regulamente algumas horas de seu precioso tempo a jornais e revistas - como você, caro leitor, está fazendo neste exato momento. Trata-se de um hábito mais que saudável, a ser preservado e disseminado, e de suma importância na chamada "sociedade da informação" em que vivemos. Mas ele não necessariamente irá transformar você num apaixonado pela palavra escrita. Da mesma forma, a leitura para estudar, parte da rotina nas salas de aula, tem suas funções pedagógicas, mas não faz despertar a paixão pela literatura. Quem descobre prazer numa obra literária nunca mais pára de ler. Quando chega ao fim de um livro, já está louco para abrir o próximo. E só tem a ganhar com isso.

O papel da escola é fundamental nesse processo. E quem melhor que o professor para despertar em seus alunos o prazer da leitura? São muitas as atividades que podem ser desenvolvidas em sala de aula com esse objetivo. "Promover um debate, por exemplo, para discutir cenas ou situações presentes num livro que acaba de ser lido pela turma é uma prática importante e muitas vezes esquecida", afirma a educadora Maria José Nóbrega. O problema é que o profissional de educação nem sempre conta com os recursos necessários para concretizar essas atividades, ou simplesmente não sabe como implementá-las.

Quando a escola não cumpre esse papel, ganham relevância os inúmeros projetos de fomento à leitura espalhados pelo Brasil, tema desta edição especial de NOVA ESCOLA. Num país que ainda sofre com deficiências no ensino público e com o alto índice de analfabetos funcionais (aqueles que, embora tenham aprendido a decodificar a escrita, não desenvolveram a habilidade de interpretação de texto), qualquer iniciativa que vise a transformar brasileiros em leitores é extremamente bem-vinda.


Continue lendo sobre esse assunto: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/x-questao-423887.shtml

terça-feira, 16 de março de 2010

O QUE É TECNOLOGIA EDUCACIONAL?

"O mesmo que Tecnologia instrucional. 1. Área do conhecimento humano que engloba pesquisa, teorização, disciplina e prática. 2. Modo segundo o qual se combinam os fatores de produção da Educação para obtenção dos seguintes produtos finais: alcance, pelo aluno, de mudanças comportamentais esperadas, medido em função de objetivos específicos previamente estabelecidos. 3. Forma sistemática de planejar, implementar e avaliar o processo total de aprendizagem e de instrução em termos de objetivos específicos, baseados em pesquisas sobre aprendizagem humana e comunicação, congregando recursos humanos e materiais, de modo a tornar a instrução mais efetiva.
Notas: 1. A Tecnologia educacional envolve fases de planejamento, de administração, de realização e de avaliação do processo ensino-aprendizagem 2. A Tecnologia educacional pode ser definida por quatros grandes características que se interpenetram, se ligam e se completam, a saber: 1) aplicação sistemática em educação, ensino e treinamento de princípios científicos, devidamente comprovados em pesquisas, derivados da análise experimental do comportamento de outros ramos do conhecimento científico; 2) conjunto de materiais e equipamentos mecânicos ou eletromecânicos empregados para fins de ensino; 3) ensino em massa (uso dos meios de comunicação de massa em educação) e 4) sistemas homem-máquina.TECNÓLOGO"


http://bit.ly/c4r0ef

QUAL A ORIGEM DA PALAVRA TECNOLOGIA?

Arte, ofício, fazer, destreza e logos significa palavra, estudo, linguagem. A tecnologia permite a expressão do indivíduo pela linguagem, aqui compreendida em toda a sua amplitude. Sancho (1998) classifica as tecnologias usadas no ensino escolar como instrumentais, simbólicas e organizadoras, cujo objetivo é modelar o desenvolvimento dos indivíduos e as suas formas de apreensão do mundo. Considero, porém, que a modelagem do desenvolvimento limita o potencial desses elementos tecnológicos, que não modelam, mas instauram um novo pensar.

O que é tecnologia?

Tecnologia são conhecimentos técnicos, atualidades, processos e materiais criados a partir de um conhecimento tendo um ou mais ofícios ou domínios da atividade humana. Abrindo possibilidades, conhecimentos, de uma forma maior e diversa, não tendo preconceito nem classe social, sendo tecnologia a criatividade e a necessidade que surge dos homens. Assim a tecnologia só continuará sendo útil, enquanto a sua aplicação trouxer significado produtivo para a vida do homem, pois tudo que a nossa inteligência produz pode ser considerado tecnologia. Essa tecnologia pode ser classificada de acordo com o seu campos de estudo, ex: ciências aplicadas, tecnologia medicinal, engenharia, entre outros.


Referencias Bibliográficas: KELLY, Kevin. O que é tecnologia?. Veja. 24/ 05/2008 MARTINS, Jerônimo. Tudo sobre a tecnologia. Disponível em 19/02/2010.